olha menino,
deixe de frescuras
que o poeta sou eu.
Paulo Nunes
Neste Blog publicarei um livro de poemas que escrevi aos 15 anos. Começarei com o poema titulo do livro e que o abre, na primeira pagina: ARCO IRIS
Saturday, March 12, 2011
Quantas Vidas? ( Arco Iris - Continuação)
quantas vidas tem o gato?
peguei-o, joguei-o no pântanos,
ele viveu.
quantas vidas tem o gato?
joguei-o do terceiro andar de uma obra.
ele viveu.
quantas vidas tem o gato?
você hoje me matou...
quantas vidas tem o gato?
quantas vidas terei eu?
Paulo Nunes
peguei-o, joguei-o no pântanos,
ele viveu.
quantas vidas tem o gato?
joguei-o do terceiro andar de uma obra.
ele viveu.
quantas vidas tem o gato?
você hoje me matou...
quantas vidas tem o gato?
quantas vidas terei eu?
Paulo Nunes
Menina dos Cabelos Verdes ( Arco Iris - Continuação)
menina dos cabelos verdes e de olhos azuis,
toda vestida de branco e toda pintada de dentes.
menina presente em meus melhores e piores momentos,
estranha fada ou feiticeira de um mundo distante,
minha menina sem pais ou país.
menina perdida de outras galaxias,
caída repentinamente em quarto triste, de hotel caro.
vem minha única companheira,
me fazer dormir sem sonhar.
toda vestida de branco e toda pintada de dentes.
menina presente em meus melhores e piores momentos,
estranha fada ou feiticeira de um mundo distante,
minha menina sem pais ou país.
menina perdida de outras galaxias,
caída repentinamente em quarto triste, de hotel caro.
vem minha única companheira,
me fazer dormir sem sonhar.
Paulo Nunes
Noite ( Arco Iris - Continuação)
noite quieta,
noite sem estrelas e sem nuvens,
sem chuva e sem lua,
sem vento,
noite,
nem fria nem quente,
nem vazia nem cheia,
noite sem sal.
Paulo Nunes
noite sem estrelas e sem nuvens,
sem chuva e sem lua,
sem vento,
noite,
nem fria nem quente,
nem vazia nem cheia,
noite sem sal.
Paulo Nunes
Origem ( Arco Iris - Continuação)
cansaço?
não sei se e realmente,
só sei que existe em mim algo como cansaço.
amado,
já não e de paz este meu canto,
ele e feito de ausência.
cansaço,
como encontrar alguém que fale o idioma perdido?
ou que o entenda ao menos?
amado,
por onde andaras, se e que existes?
hoje, hoje, hoje,
viver sempre o hoje, sem pensar no amanhã,
mas que fazer se o hoje de hoje e solidão?
os pensamentos não existem,
existe o amado, o amigo, a ausência, o nada.
o triangulo abriu-se em infinitas facetas e eu nelas me perdi.
onde a saída ou a volta, onde?
sou o ultimo vértice, o ultimo ângulo, velhice.
amado,
e em teu leito que formo a minha estória,
em teus braços meu abrigo,
em teu sexo minha origem.
Paulo Nunes
não sei se e realmente,
só sei que existe em mim algo como cansaço.
amado,
já não e de paz este meu canto,
ele e feito de ausência.
cansaço,
como encontrar alguém que fale o idioma perdido?
ou que o entenda ao menos?
amado,
por onde andaras, se e que existes?
hoje, hoje, hoje,
viver sempre o hoje, sem pensar no amanhã,
mas que fazer se o hoje de hoje e solidão?
os pensamentos não existem,
existe o amado, o amigo, a ausência, o nada.
o triangulo abriu-se em infinitas facetas e eu nelas me perdi.
onde a saída ou a volta, onde?
sou o ultimo vértice, o ultimo ângulo, velhice.
amado,
e em teu leito que formo a minha estória,
em teus braços meu abrigo,
em teu sexo minha origem.
Paulo Nunes
Ser Planta ( Arco Iris - Continuação)
não queiram verdades,
a luz cega.
baco, es a fuga dos infelizes...
os que me seguem,
os que me seguem, não calculam a dor da verdade.
voltai, homens supostos corajosos,
voltai que a coragem em demasia
e encoberta covardia.
voltai,
aproveitai este tempo
entre o saber e não saber,
que e o mais certo.
ser planta,
ser planta e alguma coisa,
e eu que nasci gente?
ser gente e mais que ser planta,
e mais que ser...
existam, existir e' fácil,
a planta existe e pouco lhe custa,
existam, mas não me acompanhem por favor.
não busquem verdades,
a luz cega.
bolas as conclusões...
baco, faz-me um lugar em sua mesa.
Paulo Nunes
a luz cega.
baco, es a fuga dos infelizes...
os que me seguem,
os que me seguem, não calculam a dor da verdade.
voltai, homens supostos corajosos,
voltai que a coragem em demasia
e encoberta covardia.
voltai,
aproveitai este tempo
entre o saber e não saber,
que e o mais certo.
ser planta,
ser planta e alguma coisa,
e eu que nasci gente?
ser gente e mais que ser planta,
e mais que ser...
existam, existir e' fácil,
a planta existe e pouco lhe custa,
existam, mas não me acompanhem por favor.
não busquem verdades,
a luz cega.
bolas as conclusões...
baco, faz-me um lugar em sua mesa.
Paulo Nunes
Marinheiro ( Arco Iris - Continuação)
marinheiro marinheiro,
de espera tem sido minha vida,
uma angustiosa espera
de que teu barco volte do mar.
marinheiro marinheiro
meus olhos andam cansados
do incessante buscar.
marinheiro,
- tuas mãos, minhas carícias,
vem, busca-me em teu tosco barco
para esta eterna paz de teu vasto mar.
Paulo Nunes
de espera tem sido minha vida,
uma angustiosa espera
de que teu barco volte do mar.
marinheiro marinheiro
meus olhos andam cansados
do incessante buscar.
marinheiro,
- tuas mãos, minhas carícias,
vem, busca-me em teu tosco barco
para esta eterna paz de teu vasto mar.
Paulo Nunes
Mestre ( Arco Iris - Continuação)
mestre,
largue estas roupas, rasgue estes livros,
quero-te nu, amigo, explorado, conhecido.
amigo,
largue este mundo,
largue esta vida estudada,
pensada, conhecida,
quero-te livre, disponível,
quero te meu amigo.
amigo,
porque ser aço, porque ser pedra,
porque ser mudo amigo?
quero-te móvel, quero te fraco,
quero-te vivo amigo.
amigo,
largue estes livros,
rasgue estas roupas,
da-me tua mão amigo.
leve-me ao campo, ouve meu pranto,
conte-me estrelas, brinque comigo,
me oferte flores, cante-me amores amigo.
amigo,
ouve meu canto,
de-me tua mão,
quero-te amante amigo.
Paulo Nunes
largue estas roupas, rasgue estes livros,
quero-te nu, amigo, explorado, conhecido.
amigo,
largue este mundo,
largue esta vida estudada,
pensada, conhecida,
quero-te livre, disponível,
quero te meu amigo.
amigo,
porque ser aço, porque ser pedra,
porque ser mudo amigo?
quero-te móvel, quero te fraco,
quero-te vivo amigo.
amigo,
largue estes livros,
rasgue estas roupas,
da-me tua mão amigo.
leve-me ao campo, ouve meu pranto,
conte-me estrelas, brinque comigo,
me oferte flores, cante-me amores amigo.
amigo,
ouve meu canto,
de-me tua mão,
quero-te amante amigo.
Paulo Nunes
Friday, March 11, 2011
Bad Trip ( Arco Iris - Continuação)
me encontro em um bad trip sem sequer ter tomado ácido
e me desespero diante da possibilidade de não encontrar a saída.
quem possuirá o antidoto certo para o não ácido?
sou um pequeno lago negro e profundo de mistérios.
sera que trarás contigo a coragem dos mergulhadores das altas escarpas?
os meus mistérios permanecem mistérios mesmo para mim.
Paulo Nunes
e me desespero diante da possibilidade de não encontrar a saída.
quem possuirá o antidoto certo para o não ácido?
sou um pequeno lago negro e profundo de mistérios.
sera que trarás contigo a coragem dos mergulhadores das altas escarpas?
os meus mistérios permanecem mistérios mesmo para mim.
Paulo Nunes
Volúpia ( Arco Iris - Continuação)
veio a chuva ajudar-me a chorar,
veio o vento atrapalhar-me o cérebro,
a noite veio a escurecer mais meus negros pecados,
o sono veio trazer-me a volúpia do sexo.
com o sol da madrugada veio-me a calma
ao ver na cama desarrumada
teu lindo corpo nu.
Paulo Nunes
veio o vento atrapalhar-me o cérebro,
a noite veio a escurecer mais meus negros pecados,
o sono veio trazer-me a volúpia do sexo.
com o sol da madrugada veio-me a calma
ao ver na cama desarrumada
teu lindo corpo nu.
Paulo Nunes
Angustia ( Arco Iris - Continuação)
e' uma angustia que me corrói o espirito,
as entranhas,
a alma.
e uma imensa angustia,
infinita como um dia chuvoso de domingo,
e ela e feita inteira da ausência de você,
você, deus pássaro de asas de cera
a voar por um céu sem sol,
você, emigrante de uma galáxia perdida,
chegado em um navio espacial.
teu rumo, meu rumo certo,
quais serão os pontos cardeais que regerão teu mundo?
e eu que me perco nesta espera-procura
sem traços sequer a me ajudar na busca.
me planto em um mundo futuro,
onde não há esperas,
onde os que se amam já nasceram juntos.
Paulo Nunes
as entranhas,
a alma.
e uma imensa angustia,
infinita como um dia chuvoso de domingo,
e ela e feita inteira da ausência de você,
você, deus pássaro de asas de cera
a voar por um céu sem sol,
você, emigrante de uma galáxia perdida,
chegado em um navio espacial.
teu rumo, meu rumo certo,
quais serão os pontos cardeais que regerão teu mundo?
e eu que me perco nesta espera-procura
sem traços sequer a me ajudar na busca.
me planto em um mundo futuro,
onde não há esperas,
onde os que se amam já nasceram juntos.
Paulo Nunes
Maldição ( Arco Iris - Continuação)
maldito sejas tu, homem poeta,
que vive escrevendo
que vive querendo a quem não te quer.
maldito sejas tu, besta infame,
que vive procurando o que não há,
não te enganes,
desgraçado e' o que es,
tanto tens para dar e ninguém quer.
maldito sejas tu,
maldito também e o ser que não te quer.
Paulo Nunes
que vive escrevendo
que vive querendo a quem não te quer.
maldito sejas tu, besta infame,
que vive procurando o que não há,
não te enganes,
desgraçado e' o que es,
tanto tens para dar e ninguém quer.
maldito sejas tu,
maldito também e o ser que não te quer.
Paulo Nunes
Fuga #4 ( Arco Iris - Continuação)
fuga numero 4
na avenida há um rapaz em cada esquina a vender amor.
Paulo Nunes
na avenida há um rapaz em cada esquina a vender amor.
Paulo Nunes
Fuga #3 ( Arco Iris - Continuação)
fuga numero três
no encontro,
na prece,
no prece o encontro.
no sonho,
na noite,
na noite o encontro,
no sonho a fala.
no bar,
no mar,
no sol e mar,
a saudade,
na saudade a paz,
a paz na saudade.
a amizade,
na amizade,
na amizade o amor,
o amor na amizade.
o medo,
a mão,
a boca,
a fala,
no silencio e na boca a fala.
no leito,
no chão,
na poltrona,
no colchão,
no chão o colchão,
no amor o drama.
o drama surgido,
inventado,
criado,
esquecido,
relembrado,
reforçado,
revivido,
recriado.
na cama o ressexo,
o reflexo,
a cancão,
o pranto,
no pranto a cancão,
a distancia,
a fuga,
a fuga na distancia.
o telefone,
o silencio,
no telefone o silencio.
a espera,
o encontro,
a volta,
a revolta,
a reviravolta,
o espanto,
o pranto,
o repranto,
a negação,
a duvida,
a perdição,
o perdão,
o perdão,
o perdão...
a espera.
Paulo Nunes
no encontro,
na prece,
no prece o encontro.
no sonho,
na noite,
na noite o encontro,
no sonho a fala.
no bar,
no mar,
no sol e mar,
a saudade,
na saudade a paz,
a paz na saudade.
a amizade,
na amizade,
na amizade o amor,
o amor na amizade.
o medo,
a mão,
a boca,
a fala,
no silencio e na boca a fala.
no leito,
no chão,
na poltrona,
no colchão,
no chão o colchão,
no amor o drama.
o drama surgido,
inventado,
criado,
esquecido,
relembrado,
reforçado,
revivido,
recriado.
na cama o ressexo,
o reflexo,
a cancão,
o pranto,
no pranto a cancão,
a distancia,
a fuga,
a fuga na distancia.
o telefone,
o silencio,
no telefone o silencio.
a espera,
o encontro,
a volta,
a revolta,
a reviravolta,
o espanto,
o pranto,
o repranto,
a negação,
a duvida,
a perdição,
o perdão,
o perdão,
o perdão...
a espera.
Paulo Nunes
Fuga #2 ( Arco Iris - Continuação)
fuga numero dois
no carro,
na velocidade,
no vento,
no azul,
na música,
no aterro,
na companhia,
na espera,
na solidão,
na volta,
na ida,
no túnel,
na noite,
na noite o túnel,
o túnel na noite.
Paulo Nunes
no carro,
na velocidade,
no vento,
no azul,
na música,
no aterro,
na companhia,
na espera,
na solidão,
na volta,
na ida,
no túnel,
na noite,
na noite o túnel,
o túnel na noite.
Paulo Nunes
Fuga #1 ( Arco Iris - Continuação)
fuga numero um
na rua, no rio, na avenida, no mar,
meu andar, minha ida, minha vida.
no cinema, no teatro, no bar, em ipanema.
na conversa, na bebida, na música,
no livro, no verso, no reverso.
nos olhos cinzentos do michê que passa,
nas suas pernas, no seu sexo, em seu comércio.
na cama, no quarto, na insônia, no remédio, no sono.
no remédio o sono.
Paulo Nunes
na rua, no rio, na avenida, no mar,
meu andar, minha ida, minha vida.
no cinema, no teatro, no bar, em ipanema.
na conversa, na bebida, na música,
no livro, no verso, no reverso.
nos olhos cinzentos do michê que passa,
nas suas pernas, no seu sexo, em seu comércio.
na cama, no quarto, na insônia, no remédio, no sono.
no remédio o sono.
Paulo Nunes
Thursday, March 10, 2011
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
e agora meu deus,
que a terra se abriu e eu vi o inferno la' embaixo?
ontem desceu um anjo la' em casa,
ele me falou de mil coisas que devem ter sido lindas,
mas continuei triste porque só os anjos
entendem o linguajar dos anjos...
mas, de qualquer forma eu me vi a sorrir,
porque ontem desceu um anjo la' em casa.
Paulo Nunes
que a terra se abriu e eu vi o inferno la' embaixo?
ontem desceu um anjo la' em casa,
ele me falou de mil coisas que devem ter sido lindas,
mas continuei triste porque só os anjos
entendem o linguajar dos anjos...
mas, de qualquer forma eu me vi a sorrir,
porque ontem desceu um anjo la' em casa.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
e' uma inquietação estranha no ar,
como se uma tempestade estivesse por desabar
a qualquer momento,
mas da janela só se vê céu claro.
e' como uma dificuldade de respirar,
um que de desespero nos atos e atitudes,
sem que nem porque aparentes.
e' um imensa vontade de não fazer nada
seguida por um insatisfação em nada por fazer.
e' um choro por dentro,
sem lágrimas,
sem caretas,
sem sorrisos,
sem...
e' toda a angustia do mundo,
e' isso,
e' o sem,
e' a angustia do sem...
sem,
sem,
sem...
Paulo Nunes
como se uma tempestade estivesse por desabar
a qualquer momento,
mas da janela só se vê céu claro.
e' como uma dificuldade de respirar,
um que de desespero nos atos e atitudes,
sem que nem porque aparentes.
e' um imensa vontade de não fazer nada
seguida por um insatisfação em nada por fazer.
e' um choro por dentro,
sem lágrimas,
sem caretas,
sem sorrisos,
sem...
e' toda a angustia do mundo,
e' isso,
e' o sem,
e' a angustia do sem...
sem,
sem,
sem...
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
mais um componente para a barca dos vencidos.
no claro mar saltam peixes de prata,
o vento do desespero impele o barco para o nada,
onde espreita o medo de ser só.
ais saem em hinos das bocas dos tripulantes,
as feridas internas provocam dores não mortais,
o desespero e respirado no lugar do ar,
tudo e triste,
tudo e treva.
e eu, que vencendo fui vencido,
onde ir?
sigo em um vasto oceano,
em minha barca-só.
Paulo Nunes
no claro mar saltam peixes de prata,
o vento do desespero impele o barco para o nada,
onde espreita o medo de ser só.
ais saem em hinos das bocas dos tripulantes,
as feridas internas provocam dores não mortais,
o desespero e respirado no lugar do ar,
tudo e triste,
tudo e treva.
e eu, que vencendo fui vencido,
onde ir?
sigo em um vasto oceano,
em minha barca-só.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
hoje os fantasmas estão zangados
e não se cansam de, por sobre mim
lançar suas maldições nessa longa noite.
hoje eles estão super malcriados
e enchem me os ouvidos
com palavras obscenas que não quero ouvir.
ligam todos os relógios da casa
gritam gritos estridentes
e não se cansam de arrastar suas velhas correntes
pelo sótão da casa
e suas péssimas imitações me irritam profundamente.
hoje os fantasmas estão zangados,
porque descobriram que demolirei a casa
para construir um belo edifício em seu lugar.
hoje os fantasmas estão zangados...
Paulo Nunes
e não se cansam de, por sobre mim
lançar suas maldições nessa longa noite.
hoje eles estão super malcriados
e enchem me os ouvidos
com palavras obscenas que não quero ouvir.
ligam todos os relógios da casa
gritam gritos estridentes
e não se cansam de arrastar suas velhas correntes
pelo sótão da casa
e suas péssimas imitações me irritam profundamente.
hoje os fantasmas estão zangados,
porque descobriram que demolirei a casa
para construir um belo edifício em seu lugar.
hoje os fantasmas estão zangados...
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
não consigo desatar o no da gravata
e já não sei por onde anda a mão que o atou,
os homens andam com pressa demais
para perder tempo tentando desatar nos de gravatas.
de minhas mãos nasceram flores que,
já velhas de espera me atrapalham o ser.
da minha boca, o canto estranho
nesse tempo de arqueólogos mortos.
incomunicabilidade
sou um pequeno planeta a emitir
na imensidão infinita, sinais eternos
a espera de alguém que os venha captar e decifrar.
sou o homem só, sem nome,
a espera do irmão que compreenda seu velho e estranho idioma,
para que o possa amar.
sou amante sem amada,
alma sem corpo,
discípulo sem mestre,
crente sem deus,
rei sem reinado,
hino sem canto,
poeta sem musa,
ator sem palco,
sou só romeu.
bloqueio
sou caos,
apocalipse,
éter,
sou deus.
Paulo Nunes
e já não sei por onde anda a mão que o atou,
os homens andam com pressa demais
para perder tempo tentando desatar nos de gravatas.
de minhas mãos nasceram flores que,
já velhas de espera me atrapalham o ser.
da minha boca, o canto estranho
nesse tempo de arqueólogos mortos.
incomunicabilidade
sou um pequeno planeta a emitir
na imensidão infinita, sinais eternos
a espera de alguém que os venha captar e decifrar.
sou o homem só, sem nome,
a espera do irmão que compreenda seu velho e estranho idioma,
para que o possa amar.
sou amante sem amada,
alma sem corpo,
discípulo sem mestre,
crente sem deus,
rei sem reinado,
hino sem canto,
poeta sem musa,
ator sem palco,
sou só romeu.
bloqueio
sou caos,
apocalipse,
éter,
sou deus.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
as paredes do meu velho quarto
tentam adormecer-me com estórias de seus amantes e com elas, sigo por
eras distantes e me perco em sonhos de amores idos, de velhos traídos,
de jovens amantes, de mortes, de glórias,de crucificados, de tarados, de vadios, de assassinos, de ladrões,de velhos cafetões, e vim a saber-me então seu único habitante solitário.
na escura noite, ouço, das antigas sacadas, de casas carcomidas, gritos e lamentos do s que vivem sós. e consigo, do quarto, ouvir os frios passos destes homens mortos que andam na noite sem os escutar, e os gritos ecoam, perdidos no espaço,sem que alguém os queira tentar entender, e seguem fingindo, que a vida e boa, que os gritos são cantos, a os embalar, e eu que entendo, todas as frases loucas de todas estas bocas, que gritam, que pedem, imploram carinho, não posso sair do meu velho quarto, estou só, trancado, com meus cadeados. tento os socorrer, mas como os atender, se vejo que os gritos, que gritam na noite, por sobre as sacadas, nada são que ecos, de meus próprios gritos, aflitos, aflitos, sem nada dizer.
Paulo Nunes
de jovens amantes, de mortes, de glórias,de crucificados, de tarados, de vadios, de assassinos, de ladrões,de velhos cafetões, e vim a saber-me então seu único habitante solitário.
na escura noite, ouço, das antigas sacadas, de casas carcomidas, gritos e lamentos do s que vivem sós. e consigo, do quarto, ouvir os frios passos destes homens mortos que andam na noite sem os escutar, e os gritos ecoam, perdidos no espaço,sem que alguém os queira tentar entender, e seguem fingindo, que a vida e boa, que os gritos são cantos, a os embalar, e eu que entendo, todas as frases loucas de todas estas bocas, que gritam, que pedem, imploram carinho, não posso sair do meu velho quarto, estou só, trancado, com meus cadeados. tento os socorrer, mas como os atender, se vejo que os gritos, que gritam na noite, por sobre as sacadas, nada são que ecos, de meus próprios gritos, aflitos, aflitos, sem nada dizer.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
criança linda,
que do velho baú,
retirou um anacrônico vestido de princesa
já destruído pelo tempo,
banhou-se em um riacho milenar,
colocou flores do campo em seus cabelos e,
com um gigante girassol na mão direita,
como um cetro,
sentou-se em um velho trono quebrado e perdido
na escuridão do sótão das recordações esquecidas,
e me esperou.
Paulo Nunes
que do velho baú,
retirou um anacrônico vestido de princesa
já destruído pelo tempo,
banhou-se em um riacho milenar,
colocou flores do campo em seus cabelos e,
com um gigante girassol na mão direita,
como um cetro,
sentou-se em um velho trono quebrado e perdido
na escuridão do sótão das recordações esquecidas,
e me esperou.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
vem crianca dos altos campos verdes,
põe tuas leves mãos sobre meus cabelos
e me faz sonhar,
fala-me de fadas, de gnomos, de reis,
reconta-me estórias que, de antigas me esqueci.
vem,
cobre-me com teu negro manto de seda
e me faz dormir.
vem,
criançamente pela madrugada
despertar meu segredo,
mata meu eterno medo desse escuro-só.
arranca-me das trevas de uma eternidade fria
e faz-me gente-vida.
vem,
de boca a boca, encher de sopro-vida
este corpo-morte de espera vãs.
vem criança, não demores mais
que a noite acaba por se iniciar manhã.
Paulo Nunes
põe tuas leves mãos sobre meus cabelos
e me faz sonhar,
fala-me de fadas, de gnomos, de reis,
reconta-me estórias que, de antigas me esqueci.
vem,
cobre-me com teu negro manto de seda
e me faz dormir.
vem,
criançamente pela madrugada
despertar meu segredo,
mata meu eterno medo desse escuro-só.
arranca-me das trevas de uma eternidade fria
e faz-me gente-vida.
vem,
de boca a boca, encher de sopro-vida
este corpo-morte de espera vãs.
vem criança, não demores mais
que a noite acaba por se iniciar manhã.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
vem amor,
quero te vestir de noite
colocando em teus pés
o rebrilhar das luzes de tua cidade,
quero descobrir, contigo,
os mistérios que a envolve.
quero que leves
por aquela estreita estrada,
que vai dar naquele lago
que rescende a eucaliptos.
quero ouvir calado
a voz de teu silencio,
minhas duvidas...
quero, mais que isto,
mais que tudo,
o descanso de tua adolescente paz.
Paulo Nunes
quero te vestir de noite
colocando em teus pés
o rebrilhar das luzes de tua cidade,
quero descobrir, contigo,
os mistérios que a envolve.
quero que leves
por aquela estreita estrada,
que vai dar naquele lago
que rescende a eucaliptos.
quero ouvir calado
a voz de teu silencio,
minhas duvidas...
quero, mais que isto,
mais que tudo,
o descanso de tua adolescente paz.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
de teu silencio fiz o cinza,
de tua ausência o azul,
de tua lembrança o silencio,
de tuas mãos o tato,
das palavras o ato,
da espera a angustia,
de todo o azul o cinza,
o fato,
a composição,
o mosaico.
Paulo Nunes
de tua ausência o azul,
de tua lembrança o silencio,
de tuas mãos o tato,
das palavras o ato,
da espera a angustia,
de todo o azul o cinza,
o fato,
a composição,
o mosaico.
Paulo Nunes
Wednesday, March 9, 2011
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
la' vem o enterro,
em um caixão branco,
o branco de virgem,
ninguém o segue,
e quem o segura
somos so nos dois.
la' vem o enterro,
tão nova, tão bela,
tão pouco viveu.
la' vem o enterro,
ninguém levou flores,
nem velas,
nem preces rezaram,
morreu,
quem ligou fui eu,
so' eu.
la vem o enterro,
e quem a matou,
não cumpre a pena,
não e' pecador,
la' vem o enterro,
enterro tão triste,
do que não durou,
tão nova, tão boa,
e ninguém chorou,
so' eu.
la' vem o enterro,
de nossa amizade,
de nosso amor.
Paulo Nunes
em um caixão branco,
o branco de virgem,
ninguém o segue,
e quem o segura
somos so nos dois.
la' vem o enterro,
tão nova, tão bela,
tão pouco viveu.
la' vem o enterro,
ninguém levou flores,
nem velas,
nem preces rezaram,
morreu,
quem ligou fui eu,
so' eu.
la vem o enterro,
e quem a matou,
não cumpre a pena,
não e' pecador,
la' vem o enterro,
enterro tão triste,
do que não durou,
tão nova, tão boa,
e ninguém chorou,
so' eu.
la' vem o enterro,
de nossa amizade,
de nosso amor.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
la' vem vindo a velha,
com a sua enxada
pendurada ao ombro,vem com o vagar
dos que tem certeza que irão vencer.
já mandei por portas
de ferro, trancadas
com mil cadeados,
não adiantou,
esta velha louca
sempre vem, consegue
transportar as barreiras
de todos os caminhos.
já mandei um padre
fazer penitência,
já mandei zé pedro
fazer oração,
mas la vem a velha,
com sua enxada,
transpor os portões
com mil cadeados
que eu mandei comprar.
com facilidade
ela vem e entra
no meu cemitério,
e começa então,
a fazer buracos
pelas sepulturas,
a cantar canções,
desperta meus mortos
que não pedem nada
a não ser sossego
e esquecimento.
não há nada que possa
perturbar seus atos,
ela vem e acorda
todos os meus mortos
e a todos profana
com suas palavras,
com suas visões.
por favor amigos,
ponham já pra fora
a velha mulher
de todos os portões,
e tenham cuidado
porque ela chega
sempre a qualquer hora,
pra mexer nos mortos,
pra os profanar.
agora e tarde,
já vai ela embora,
já mexeu com eles,
já me magoou,
me crucificou
em todos os meus mortos.
vai velha danada,
sei que vais voltar,
mas vou comprar guardas
que saibam matar
essa velha imunda,
que me desagrada,
vai velha danada,
cachorra malvada,
velha maltrapilha,
velha mascarada,
vai velha saudade,
sai com sua enxada
do meu coração.
Paulo Nunes
com a sua enxada
pendurada ao ombro,vem com o vagar
dos que tem certeza que irão vencer.
já mandei por portas
de ferro, trancadas
com mil cadeados,
não adiantou,
esta velha louca
sempre vem, consegue
transportar as barreiras
de todos os caminhos.
já mandei um padre
fazer penitência,
já mandei zé pedro
fazer oração,
mas la vem a velha,
com sua enxada,
transpor os portões
com mil cadeados
que eu mandei comprar.
com facilidade
ela vem e entra
no meu cemitério,
e começa então,
a fazer buracos
pelas sepulturas,
a cantar canções,
desperta meus mortos
que não pedem nada
a não ser sossego
e esquecimento.
não há nada que possa
perturbar seus atos,
ela vem e acorda
todos os meus mortos
e a todos profana
com suas palavras,
com suas visões.
por favor amigos,
ponham já pra fora
a velha mulher
de todos os portões,
e tenham cuidado
porque ela chega
sempre a qualquer hora,
pra mexer nos mortos,
pra os profanar.
agora e tarde,
já vai ela embora,
já mexeu com eles,
já me magoou,
me crucificou
em todos os meus mortos.
vai velha danada,
sei que vais voltar,
mas vou comprar guardas
que saibam matar
essa velha imunda,
que me desagrada,
vai velha danada,
cachorra malvada,
velha maltrapilha,
velha mascarada,
vai velha saudade,
sai com sua enxada
do meu coração.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
eu amo,
tu amas,
mas há uma diferença,
eu amo a ti,
tu amas a outro.
Paulo Nunes
tu amas,
mas há uma diferença,
eu amo a ti,
tu amas a outro.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
pela janela do meu carro,
pelo vidro,
vejo,
como em uma sequência de um filme mudo,
teu vulto em silencio
me acenando adeus.
Paulo Nunes
pelo vidro,
vejo,
como em uma sequência de um filme mudo,
teu vulto em silencio
me acenando adeus.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
vem amor,
toma de mim toda esta saudade
repleta de paz
que ela e tua.
Paulo Nunes
toma de mim toda esta saudade
repleta de paz
que ela e tua.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
a princesa que beijou o sapo,
morreu de um mal desconhecido.
o sapo ainda e sapo ate hoje.
Paulo Nunes
morreu de um mal desconhecido.
o sapo ainda e sapo ate hoje.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
um dia,
o velho príncipe perdido,
descobrindo um monstro
no espelho dos olhos do amigo,
soltou um terrível grito de angustia,
abriu os braços
e voou em direção ao sol.
Paulo Nunes
o velho príncipe perdido,
descobrindo um monstro
no espelho dos olhos do amigo,
soltou um terrível grito de angustia,
abriu os braços
e voou em direção ao sol.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
onde os meus loucos queridos?
quem abriu a porta do armário
e os retirou de la?
estou desesperado.
como viver sem eles?
recado ao ladrão:
cuidado sim?
eles são de porcelana.
Paulo Nunes
quem abriu a porta do armário
e os retirou de la?
estou desesperado.
como viver sem eles?
recado ao ladrão:
cuidado sim?
eles são de porcelana.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
mais um Cristo morre,
mais um sonho vai,
mais um mito morre
mais um deus que cai
Paulo Nunes
mais um sonho vai,
mais um mito morre
mais um deus que cai
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
hoje descobri que saudade
não se mata com formicida
não se mata com formicida
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
descobri que as flores do campo
nada mais são que mato.
descobri que as lindas flores do campo
são ervas daninhas.
descobri que as minhas maravilhosas
flores do campo são venenosas,
e não são minhas,
são do campo.
nada mais são que mato.
descobri que as lindas flores do campo
são ervas daninhas.
descobri que as minhas maravilhosas
flores do campo são venenosas,
e não são minhas,
são do campo.
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
descobri que as flores do campo
nada mais são que mato.
descobri que as lindas flores do campo
são ervas daninhas.
descobri que as minhas maravilhosas
flores do campo são venenosas,
e não são minhas,
são do campo.
Paulo Nunes
nada mais são que mato.
descobri que as lindas flores do campo
são ervas daninhas.
descobri que as minhas maravilhosas
flores do campo são venenosas,
e não são minhas,
são do campo.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
hoje e' noite de lobisomem
mas já não tenho medo.
hoje e' noite de lobisomem
como poderia ser noite de branca de neve,
e para ser sincero,
prefiro que seja de lobisomem.
Paulo Nunes
mas já não tenho medo.
hoje e' noite de lobisomem
como poderia ser noite de branca de neve,
e para ser sincero,
prefiro que seja de lobisomem.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
poema louco que não existe,
poema nem alegre nem triste,
poema surrealista,
poema de palhaço artista,
poema escrito pra quem não sabe ler,
poema para cego de não querer ver,
poema a uma lembrança esquecida,
poema suicida,
poema aos enforcados,
poema dedicado aos tarados que eu conheci
Paulo Nunes
poema nem alegre nem triste,
poema surrealista,
poema de palhaço artista,
poema escrito pra quem não sabe ler,
poema para cego de não querer ver,
poema a uma lembrança esquecida,
poema suicida,
poema aos enforcados,
poema dedicado aos tarados que eu conheci
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
tentei pedir ao sol um dia claro,
tentei pedir a noite bastante estrelas,
tentei pedir-te amor,
o dia foi nublado,
a noite escura
e em meus olhos choveu.
Paulo Nunes
tentei pedir a noite bastante estrelas,
tentei pedir-te amor,
o dia foi nublado,
a noite escura
e em meus olhos choveu.
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
hoje a noite esta' escura e chove,
morreu um deus romano.
eu sou sexo como nunca,
mas não se faz sexo só...
hoje a noite esta escura e chove,
morreu um deus romano
Paulo Nunes
morreu um deus romano.
eu sou sexo como nunca,
mas não se faz sexo só...
hoje a noite esta escura e chove,
morreu um deus romano
Paulo Nunes
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
fui,
voltei,
somente isto,
sim, resumo tudo nestas duas palavras,
o que houve entre as duas?
nada de bom,
somente isto,
fui e voltei,
não se faz necessário acrescentar
sofri.
voltei,
somente isto,
sim, resumo tudo nestas duas palavras,
o que houve entre as duas?
nada de bom,
somente isto,
fui e voltei,
não se faz necessário acrescentar
sofri.
POEMAS SEM TITULO DO LIVRO ARCO IRIS (CONTINUAÇÃO)
morrer hoje,
amanhã,
morrer sempre,
não importa quando ou quanto,
morrer sempre.
sentir com todos os sentidos,
sentir com o corpo,
com a alma,
com os olhos,
com o coração,
morrer sempre,
de tédio,
não importa quando ou quanto,
morrer sempre.
sentir com todos os sentidos,
sentir com o corpo,
com a alma,
com os olhos,
com o coração,
morrer sempre,
de tédio,
de ódio,
de amor,
de desamor,
de felicidade,
de tristeza,
não importa quando,
não importa quanto,
morrer sempre é a chave,
morrer sempre é a senha,
morrer sempre,
de amor,
de desamor,
de felicidade,
de tristeza,
não importa quando,
não importa quanto,
morrer sempre é a chave,
morrer sempre é a senha,
morrer sempre,
intensamente,
morrer,
sempre,
sempre,
sempre...
morrer,
sempre,
sempre,
sempre...
Tuesday, March 8, 2011
ARCO IRIS
roubei o arco iris de um tarde colorida,
para com ele, colorir o branco triste de minha vida.
do pote de ouro que em seu fim havia,
teci um belo manto e o vesti,
fiz de meu velho leito um trono e nele me sentei,
e esperei.
Paulo Nunes
para com ele, colorir o branco triste de minha vida.
do pote de ouro que em seu fim havia,
teci um belo manto e o vesti,
fiz de meu velho leito um trono e nele me sentei,
e esperei.
Paulo Nunes
Wednesday, March 2, 2011
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