mais um componente para a barca dos vencidos.
no claro mar saltam peixes de prata,
o vento do desespero impele o barco para o nada,
onde espreita o medo de ser só.
ais saem em hinos das bocas dos tripulantes,
as feridas internas provocam dores não mortais,
o desespero e respirado no lugar do ar,
tudo e triste,
tudo e treva.
e eu, que vencendo fui vencido,
onde ir?
sigo em um vasto oceano,
em minha barca-só.
Paulo Nunes
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